Em 2014, a Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho lançou a campanha “Locais de trabalho saudáveis” que alertava já para uma adequada gestão do stress no local de trabalho.
Em 2017, a Organização Mundial de Saúde elegeu a saúde mental no trabalho como tema do Dia Mundial de Saúde Mental.
Já em 2019, a Organização Mundial de Saúde reconheceu o burnout como um fenómeno ocupacional a ser incluído na nova versão da Classificação Internacional das Doenças.
O burnout consiste num estado de esgotamento físico e psicológico resultante de uma resposta desadequada ao stress crónico no trabalho, acompanhado de sentimentos de indiferença e desinvestimento nas tarefas, expressos em atitudes frias/cínicas no trabalho (nomeadamente com clientes), conflitos nas equipas de trabalho, um menor desempenho e desmotivação/prazer no trabalho.
Desde há alguns anos que estudamos a saúde ocupacional de diferentes grupos profissionais, focando-nos nos fatores de risco de adoecimento no trabalho (ex: stress, burnout, ansiedade, depressão) e nos fatores protetores (ex: resiliência, coping, motivação/compromisso/satisfação laboral, felicidade no trabalho e bem-estar), numa perspetiva individual de promoção da saúde ocupacional e de auto-consciência das fontes de stress no trabalho e das estratégias de lidar com o mesmo.
Pretende-se monitorizar, durante um determinado período de tempo, os níveis de stress no trabalho e de burnout, bem como outros indicadores de mal-estar psicológico, no sentido de consciencializar colaboradores, empresas e organizações dos efeitos negativos do stress no trabalho e da necessidade de o prevenir, antes de se transformar em burnout ou noutras formas de adoecer psicológico (ex: depressão, perturbações da ansiedade).
O projeto Hi4BStress centra-se no estudo do burnout e stress no trabalho e permite disponibilizar a colaboradores e empresas / organizações, a monitorização longitudinal, através de questionários online os resultados individuais e globais do estado psicológico.